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Tratamento

Como tratar e curar a enfermidade, a mononucleose infecciosa tem cura.

Não existe um tratamento especifico ou terapia para a doença do beijo e a eficácia dos antivirais de ultima geração ainda não tem sido comprovada de forma definitiva. Aos pacientes com casos graves é recomendado repouso em cama e evitar atividades durante 1-2 semanas depois do surgimento dos sintomas. Aos pacientes com casos mais leves simplesmente é aconselhado que evitem atividades extenuantes e eventos esportivos até a diminuição dos sintomas, o que normalmente ocorre depois de dois meses. Também se aconselha evitar esportes de contato para reduzir o risco de ruptura do baço.

O baço, às vezes, sofre um aumento em seu tamanho por causa da infecção do vírus de Epstein-Barr. Um golpe no abdômen poderia romper o baço causando uma hemorragia grave e isso pode ser potencialmente fatal.

Erupção devida a doença do beijo
Erupção cutânea causada pela penicilina
administrada para a doença do beijo
Contudo, na maioria dos casos, a doença cessa sem quaisquer complicações em não mais de 4 semanas. Se, no entanto, há quadros anteriores de imunodeficiência, a mononucleose pode ser uma doença muito grave com resultado fatal. Em qualquer caso, os sintomas podem persistir durante meses despois da cura.

A normalidade deve retornar após 4-6 semanas. No entanto pode levar até 2-3 meses para recuperar completamente os níveis de atividades normais anteriores a doença.

Para aliviar a dor de garganta, os pacientes devem beber agua, suco de fruta não cítrico e comer alimentos leves. O paracetamol ou acetaminofeno (fármaco com propriedades analgésicas) tem demonstrado ser útil juntamente com uma alta ingestão de líquidos. Fazer gargarejos de agua salgada ou enxágue bucal pode aliviar a dor.

Numa pequena porcentagem dos casos, a doença do beijo se complica por co-infecção com estreptococos na garganta e amígdalas (amigdalite estreptocócica). Para tratar a faringite estreptocócica deve-se administrar antibiótico (com exceção de amoxilina e ampicilina).

Os analgésicos opióides também estão relativamente contraindicados devido ao risco de depressão respiratória.

O tratamento antibiótico pode ter efeitos adversos (reações alérgicas), por isso só é indicado para 10-20% dos casos, quando se associa a uma faringotonsilite com super-infecção bacteriana, é preferível um macrólido as penicilinas.

Em caso de febre, se aconselha o repouso e o uso de analgésicos e antipiréticos (exceto aspirina para crianças) para aliviar os sintomas. Durante o curso da doença a dieta prevista é a habitual.

Se os sintomas são agressivos (febre alta, hepatite, icterícia hemolítica ou complicações nervosas), o em caso de complicações pouco frequentes como a faringite grave com problemas respiratórios, trombocitopenia ou supressão medular, se pode prescrever corticoides como a prednisona.

No caso improvável de ocorrer a síndrome de Guillain-Barré, deve-se recorrer a terapia com imunoglobulina e considerar fazer o tratamento com plasmaferese (remoção de elementos constituintes do plasma sanguíneo que estejam sendo considerados os provaveis causadores de uma doença) para tratamento a longo prazo das complicações do tipo polineuropatico (doença do sistema nervoso).

Mortalidade


Incluindo uma ruptura de baço, facilmente previsível, o risco de mortalidade se restringe a estados anteriores de imunodepressão. As mortes podem ser devidas a hepatite fulminante, miocardite viral e as infecções bacterianas oportunistas sucessivas.

Prevenção


Como em todas as doenças infecciosas, a primeira forma de prevenção é a higiene pessoal e do ambiente. Especialmente quando se tem contato com um paciente infectado é essencial evitar o compartilhamento de utensílios, alimentos, vasos, etc. Também se recomenda evitar beijar a pessoa infectada nos dias seguintes ao final das manifestações clinicas.

O beneficio da terapia antiviral não tem sido comprovado. Os ensaios com vacinas mostram que não há nenhuma proteção contra a contaminação, porém há uma redução nos sintomas.